Comunicação Interna em tempos de tweets

Comunicação Interna em tempos de tweets

Fabiana Silva

Há 13 anos trabalho na Ideafix em pesquisas para a área de comunicação interna de grandes empresas. Comparando as queixas e demandas daqueles que trabalham em fábricas, lojas, centros de distribuição e escritórios, além da visão da alta liderança sobre a comunicação, tenho visto que os desafios para os profissionais da área têm se ampliado.

O que permanece?

É preciso acertar no formato e no conteúdo. É preciso ser certeiro com públicos distintos.

Os outros pontos de superação para que a comunicação seja eficiente e eficaz fazem parte do mundo contemporâneo, onde agilidade, atratividade e compreensão do contexto se fazem imprescindíveis.

A informação tem que chegar, de preferência, em real time. A mesma experiência com notícias divulgadas imediatamente na mídia tradicional ou nas mídias sociais é esperada na divulgação interna de informações sobre a empresa. Além disso, a comunicação informal – a chamada rádio peão ou rádio corredor – avança numa velocidade estonteante, como diria Caetano.

A informação precisa ser completa, mas a leitura não pode ser demorada e nem cansativa. O tamanho ideal dos textos de uma revista não é mais o de anos atrás. Isso sem falar na crise que envolve sustentabilidade ao manter uma revista impressa, com milhares de exemplares distribuídos a cada dois meses.

A informação precisa fazer sentido para o colaborador. Ele tem que entender o que o “seu quadrado” tem a ver com a estratégia da companhia, normalmente descrita com palavras difíceis e termos em inglês.

E como fazer o colaborador parar e se informar sobre algo que ele deva saber? O volume de e-mails que chegam diariamente às caixas e o foco no cumprimento de metas complicam a vida de quem tem a tarefa de comunicar. Outro dia, um gerente de loja me respondeu: nem deixando uma luz neon piscando sobre o quadro de avisos. E olha que o assunto, a que ele se referia, era a PLR.

Embora os desafios estejam colocados, as soluções podem ser encontradas. Conhecer o público para quem a comunicação é destinada pode parecer óbvio, mas nem sempre quem está no Corporativo sabe da vida como ela é na ponta. As respostas desvendadas no Globo Repórter como: quem são, como vivem e o que fazem são fundamentais para encontrar os caminhos. Alinhar a comunicação à cultura da empresa também é importante. O que funciona numa empresa pode não dar certo em outra.

Ops, por hoje, o meu tempo já se esgotou. Vou ser coerente com o meu texto.