Comunicação LATAM: é preciso respeito e empatia

Comunicação LATAM: é preciso respeito e empatia

Suzel Figueiredo

A cada dia mais profissionais brasileiros estão incumbidos de gerenciar a comunicação LATAM de suas organizações. Uma América Latina diversa que pode ser só Mercosul, pode considerar o México e, algumas vezes, encampar até Miami.

Esse não é um desafio qualquer. Inclui entender a cultura local, as relações com a mídia, os caminhos institucionais, o comportamento da sociedade nas redes sociais, para elencar apenas algumas questões.

Para muitos colegas a experiência é crítica e pode alavancar ou prejudicar uma carreira. Temos a barreira da língua, além do tamanho do nosso mercado que intimida. Encontramos as áreas de comunicação em diferentes estágios de maturidade e as equipes com perfis muito distintos. Isso sem contar com o apoio – ou a falta de – das lideranças locais, que nem sempre estão alinhadas com as orientações regionais.

Embora não seja simples, impossível também. É preciso ficar atento para construir uma governança que considere processos colaborativos. A comunicaçãoLATAM vive o paradoxo de padronizar os processos e ser eficaz em todos os países. Ora, se os países são tão distintos entre sim, como assegurar que um mesmo padrão funcione em todos os lugares?

Em empresas globais,muitos profissionais brasileiros tem essa experiência do outro lado do balcão. É bem comum que as matrizes empacotem suas demandas em campanhas e produtos que devem ser divulgados no Brasil. Nem sempre o que chega faz sentido para o nosso jeito de ser e muitas vezes o resultado é inócuo.

Nesses tempos em que tanto se discute a diversidade, é necessário que os profissionais de comunicação sejam agentes de mudança. Além de gênero, gerações, raça e orientação sexual, entre tantas diferenças, é fundamental que a cultura e as pessoas de cada país sejam respeitadas.